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"Doutor Multas" Denuncia Abuso de autoridade e intimidação por agentes da Delegacia de Crimes Cibernéticos

  • 7 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Corporativismo e retaliação: elo entre agente da ATTM e sua esposa, policial civil lotada por anos na delegacia, pode ser o motor da perseguição


 

PALMAS, TO – O que deveria ser o exercício de um direito constitucional transformou-se em um cenário de intimidação e confronto para o especialista em direito de trânsito e jornalista, conhecido como "Doutor Multas". Ele acusa a Delegacia Especializada na Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) de Palmas de orquestrar uma série de atos de coação, culminando em um tenso encontro com a delegada titular, Luciana Coelho Midlej.


O estopim da crise foi quando dois agentes foram intimá-lo, de forma "hostil e cinematográfica" em sua própria casa. Ao ser intimado, um dos policiais sacou um celular e passou a filmar ostensivamente cada movimento seu, com a câmera "enfiada em seu rosto", nas palavras de Johnny. O ato, segundo ele, não tinha outra finalidade senão a de provocar e constranger.


A confirmação veio horas depois, da própria delegada, que admitiu ter ordenado a filmagem não por necessidade processual, mas por considerar que Doutor Multas, por ser figura pública, "gosta de mídia", uma justificativa que a defesa classificou como "uma confissão de abuso de poder".


Fontes ligadas à defesa afirmam que toda a animosidade demonstrada pela delegacia tem uma origem pessoal e explosiva. O boletim de ocorrência que deu início ao inquérito por mero "stalking" contra o comunicador foi registrado por Marco Aurélio Lustosa, um agente de trânsito da ATTM amplamente conhecido na cidade por sua conduta controversa, incluindo o fato de andar armado.


A conexão que acende o alerta de abuso de poder é que a esposa de Lustosa é policial civil e, por muitos anos, trabalhou justamente na Delegacia de Crimes Cibernéticos. Essa relação íntima alimenta a suspeita de que a delegacia esteja sendo usada como um instrumento de vingança pessoal, e reforça a denúncia de que a unidade policial já é investigada, em tese, por vazar dados sigilosos de Johnny para Lustosa, supostamente por interferência direta da esposa policial.


A tensão atingiu o clímax dentro do gabinete da delegacia. Acompanhado de seu advogado, Johnny foi informar que não compareceria ao interrogatório, um direito garantido pelo Supremo Tribunal Federal, por meio da ADPF 444. A resposta, segundo ele, foi uma escalada de hostilidade. A delegada teria rechaçado a decisão, afrontando o que diz o próprio STF, interpretando-a como um ato de "desobediência" e proferindo juízos de valor sobre a estratégia da defesa.


O momento mais grave, no entanto, foi quando a delegada se recusou terminantemente a revelar os nomes dos agentes que realizaram a filmagem intimidatória. "Foi um 'não' categórico, um muro de silêncio para proteger seus subordinados e nos impedir de buscar a responsabilização por eventuais excessos", relatou o advogado de defesa. A recusa, gravada em áudio, é a peça central de uma representação por abuso de autoridade.


Para a defesa, os eventos não são isolados, mas uma retaliação direta, já que a mesma delegacia é investigada, a pedido de Johnny, por um suposto vazamento de seus dados sigilosos. "Eles transformaram um inquérito em uma arma contra quem ousou denunciá-los. Estamos diante de um grave conflito de interesses que corrói a credibilidade da investigação", concluiu a defesa do comunicador, que já impetrou um Habeas Corpus preventivo para proteger seu cliente de novas arbitrariedades por parte da delegada Luciana Coelho Midlej.

 
 
 

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